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 Musica em Geral

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MensagemAssunto: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:13 am

Bom gente, criei esse tpc para discutirmos sobre a musica em geral seja sobre instrumentos, shows etc...

Para começar

Como escolher seu instrumento musical.

1º - Defina o quanto de grana você está disposto a investir;

2º - Tenha em mente o tipo de som que você pretende tirar do instrumento. Por exemplo, um som mais vintage ou então um som mais "modernoso"...

3º - Faça um levantamento das marcas acessíveis dentro da faixa de preço estipulada (não se esqueça de pesquisar por usados, pois muitas vezes encontramos algumas barbadas), e das sonoridades que mais te atraem.

4º - Procure TESTAR em lojas ou com os amigos os intrumentos relacionados;

5º - Fique com o que VOCÊ mais gostar! Se você comprou um Tonante porque gostou dele, e você acha q o timbre dele é exatamente o que vc está procurando, então vai fundo! Seja feliz com ele!

6º - Lembre se de uma coisa: quando vc compara instrumentos dentro de uma faixa de preços, é difícil falar qual é o melhor, pois cada modelo possui uma característica diferente do outro (q não quer dizer q um é melhor que outro), como por exemplo, instrumento A e instrumento B custam 700 reais, mas o instrumento A tem um som mais Grave, e o instrumento B tem um som mais médio. Nenhum vai ser melhor que o outro, simplesmentem possuem qualidades diferentes, e cada um vai corresponder melhor ao som que vc gosta (ou mais grave ou mais estalado).

7º - Evite pegar um instrumento pensando nas "melhorias" que vc pode fazer nele, pq geralmente com a grana que vc irá gastar pelo baixo, + novos componentes (captadores, por exemplo) + mão de obra em alguns casos acaba ficando quase o preço de um instrumento top (com exceção dos casos ondem existe valor sentimental ou vc tem grana pra investir e não lhe fará falta)


credito:
Marcio Azzarini
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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:21 am

RESUMO GERAL SOBRE MODELOS DE GUITARRA

vamos falar agora sobre o instrumento que acho que é o que a maioria do forum gosta: As guitarras.

Vamos começar com a clássica Fender Stratocaster:

- História: Leo Fender queria um instrumento infalível que não perdesse em agudos mas que tivesse graves mais poderosos que a estridente Telecaster, modelo até então hegemônico. Que falasse baixo, gritasse ou chorasse sem perder o timbre. Então, utilizou o trémulo, uma inovação na altura, o que permitia uma grande distorção do som, mas, não causava a desafinação da guitarra, que se mantinha afinada. Seu Headstock (mão) mais grosso que a telecaster existe pelo fato de que varios musicos da epoca na Telecaster(que na verdade começou com a Broadcaster, uma tele mais simples) faziam chacota sobre a mão fina e estreita da telecaster. O corpo da Stratocaster foi inspirado no corpo do Fender Precision Bass e seu sistema de tremulo foi desenhado e criado inteiramente por Leo Fender. Segundo o próprio a disposição das tarrachas na mão da guitarra em linha reta, mantendo as cordas retas mesmo após o nut minimizava as desafinações decorrentes do uso extremo do tremulo. As primeiras Stratocaster não continham escudo de 3 camadas (atualmente os escudos sao compostos por 1 camada preta no meio de duas brancas ou vice versa para enrijecer o material) o que fez com que ao envelhecessem eles deformassem. Inicialmente também, elas continham Chaves de 3 posições para seleção dos captadores, a disposição possível era: captador da ponte, do meio ou do braço. Entretanto alguns músicos descobriram que deixar a chave em uma posição intermediária, ligava dois captadores (como o da ponte e do meio por exemplo) criando um som único e diferente. Vale lembrar que nesta época os captadores do meio eram comuns, iguais aos do braço, enquanto que atualmente os captadores do meio são enrolados ao contrário e tem pólo invertido, para funcionar como a mesma teoria dos Captadores Humbuckers eliminando assim os ruidos, mas obviamente criando uma sonoridade diferente. As Chaves atualmente são de 5 posições, assim as posições intermediárias (2 e 4) são comuns atualmente, e as posições 1, 3 e 5 compreendem respectivamente os captadores do braço, meio e ponte.

- Característica sonora: As Stratocaster tem seu timbre, "quack", caracterizado pela cavidade do trêmulo e sua parte/bloco de metal, sua madeira, seu corte, seus captadores e seu braço, mais longo do que as Gibson Les Paul e seu headstock. As madeiras usadas originalmente nas stratocaster são ash e alder, mas atualmente cópias feitas por luthiers e outras empresas englobam madeiras como marupá, cedro, poplar, freijó, basswood, swamp ash e até mogno em alguns casos. Vale lembrar que a madeira e sua densidade alteram muito o timbre da guitarra, dando um som mais fechado com o cedro, ou mais brilhante com um ash(dependendo da densidade deste, que varia muito).

- Estilos musicais onde são mais utilizadas: Rock, blues e funk.

- Exemplos de guitarristas q a utilizam ou a utilizaram:

* Jimi Hendrix
* Eric Clapton
* Stevie Ray Vaughan
* Jeff Beck
* Eric Johnson
* Yngwie Malmsteen


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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:30 am

Gibson Les Paul

- História: O modelo Gibson Les Paul é um dos mais conhecidos designs de guitarra elétrica de corpo sólido. Foi desenvolvido no começo dos anos 50 e se tornou um dos mais duradouros e populares modelos de instrumentos no mundo. Seu design foi deixado praticamente intocado por quase 50 anos.
O modelo Les Paul representa uma parceria entre a empresa de guitarras Gibson, sob a presidência de Ted McCarty, e o astro pop, inventor de eletrônica e guitarrista de jazz Les Paul. Na verdade, o Les Paul apresentou um protótipo a diretoria da Gibson e, para sua decepção, a guitarra não agradou e foi deixada de lado pois o foco naquela época era para guitarras semi-acusticas da própria Gibson. Só que, em 1950 a Fender lançou a Telecaster (inicialmente se chamava Broadcaster) e como se tornou logo um sucesso de vendas, a Gibson então resolveu investir na Les Paul, que acabou se tornando um ícone e um sucesso de vendas!

- Característica sonora: Uma das características marcantes deste espetacular modelo é sua sonoridade forte, devido aos seus dois captadores do tipo humbucker, aliados a qualidade da madeira do corpo e braço no processo de confecção. Daí a preferência por este modelo para o "rock pesado". Além de seu inconfundível timbre encorpado e aveludado, a Les Paul possui uma personalidade incomparável para os gêneros jazz e blues.
Para muitos guitarristas, independentemente do estilo musical, executar ao menos uma canção com uma Les Paul é garantia de glamour e bom gosto ou um complemento sonoro e visual a qualquer show.

- Estilos musicais onde são mais utilizadas: Rock e blues.

- Exemplos de guitarristas q a utilizam ou utilizaram:

* Jimmy Page
* Randy Rhoads
* Gary Moore
* Zakk Wylde
* Warren Haynes
* Slash


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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:36 am

Fender Telecaster

- História:
A Telecaster foi projetada em 1948 por Leo Fender (dono e idealizador da Fender Electric Instrument Manufacturing Company) tendo em mente um produto de produção em massa. Seu design e construção são simples, originalmente era um corpo em pinho e braço em 1 peça de MAPLE* (sem tensor para ajuste da curvatura do braço)e escudo em baquelite branco, tudo muito simples de ser produzido e montado.
O nome original dado a guitarra foi Fender Esquire e esta possuia apenas um captador, na posição da ponte. Logo em seguida foi lançada a versão com dois captadores, chamada Dual Esquire. Ambas possuiam corpo mais fino, de uma polegada e meia, e tinham acabamento preto. Também não possuiam o tensor para ajuste do braço, fazendo com que a maioria guitarras fossem devolvidas devido a empenamento. Leo Fender especificou as guitarras assim, pois a princípio acreditava que seria mais fácil simplesmente repor um braço empenado do que fazê-los com um tensor instalado de fábrica. Aproximadamente 60 unidades foram produzidas ate que em junho de 1950 a Dual Esquire foi relançada com um novo nome: Broadcaster, esta feita em [ash] com acabamento "butterscotch blonde", escudo de "baquelite" (na verdade, fibra vulcanizada) preto e tensor ajustável. Porém existia uma fábrica na época chamada Gretsch que já havia dado esse nome a sua linha de baterias. Após alguns meses em que a guitarra foi lançada sem nome no headstock (hoje em dia essas guitarras tem altíssimo valor colecionável e são chamadas "NoCaster"), em meados de 1951 ela foi definitivamente batizada de Telecaster. Na época, apesar de não ter sido a primeira guitarra elétrica de corpo sólido a ser lançada, a guitarra foi revolucionaria pois possuía uma personalidade sonora contrária às outras guitarras elétricas da época, que tinham som grave e abafado, mais voltado para o jazz, o que foi um fator de identificação para a juventude.

- Característica sonora: Existe um acessório colocado na tele usado em música country chamado B Bender, que é um sistema onde a guitarra é escavada por trás, e tem um sistema que é liga a trava da alça e na corda B (si) e conforme a guitarra é empurrada para baixo a corda B muda de afinação, criando aquela sonoridade country de Steel Guitar.
As teles normalmente apresentam a possibilidade de se passar o encordoamento por dentro do corpo ou apenas fixo pela ponte. No caso do string though body (passar a corda por dentro do corpo), são obtidos mais sustain e graves no instrumento.
É uma prática comum acrescentar um captador no meio da tele pra dar uma maior versatilidade de timbres, essa configuração é chamada de Nashville e existem modelos originais da fender que já vem com essa configuração. Esse nome foi dado porque era uma modificação comum pedida pelos músicos de estúdio de Nashville.
Apesar de ser o símbolo do country e tele é vastamente utilizada em outros estilos como o Blues (Albert King, Albert Collins, etc...), Rock (Keith Richards, John Frusciante...) e até mesmo Jazz (Mike Stern...)

- Estilos musicais onde são mais utilizadas: Rock, blues e country

- Exemplos de guitarristas q a utilizam ou utilizaram:

* Keith Richards
* Albert Collins
* Robben Ford
* Brent Mason
* Richie Kotzen
* Andy Summers

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@opniao propria

Telecaster >>>>>>>>>>>>>>>resto
amo telecaster e.e
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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:41 am

Gibson SG

- História: Em meados de 1960 a Gibson Guitar Corporation sentiu que o modelo Les Paul, fabricado desde 1952, já esgotara seu apelo, e decidiu mudar o design. Este novo design foi oficialmente lançado no modelo Les Paul especial de 1961. A idéia principal era competir com a Fender Stratocaster de cutaway duplo. Depois que o contrato de Les Paul com a Gibson terminou em 1962, a guitarra foi renomeada para "SG" (abreviação para "solid guitar", ou "guitarra sólida") no final de 1963.

- Característica sonora: Tem um som bem similar à Les Paul, mas com menos proeminência de graves, devido ao corpo com quantidade menor de madeira, possui captadores com saída moderada ou baixa, o q faz com que os captadores dessa guitarra soem mais limpos q os da Les Paul.

- Estilos musicais onde são mais utilizadas: Rock e blues

- Exemplos de guitarristas q a utilizam ou utilizaram:

* Angus Young
* Tony Iommi
* Frank Zappa
* Derek Trucks
* Eric Clapton(fase Cream)
* Carlos Santana( início de carreira)

Vídeos:







imagem da guitarra

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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:47 am

Flying V

História: O primeiro protótipo desta guitarra foi feito em 1957. Ela, junto com a Futura, X-Plorer e a Moderne, iniciaram uma linha da guitarras modernistas desenhadas pelo então presidente da corporação, Ted McCarty. Estas guitarras vieram com o propósito de dar uma cara mais futurista à Gibson, mas elas inicialmente não vingaram. Depois do seu lançamento, em 1958, a linha foi interrompida em 1959.
No meio dos anos 60, guitarristas como Albert King, Lonnie Mack, Dave Davies e Jimi Hendrix, na procura de um visual mais arrojado e um som mais poderoso, começaram a usar Flying Vs. O interesse fez com que a Gibson pensasse em relançar o modelo.
E em 1967 ela de fato relançou o modelo, melhorando seu modelo com um escudo maior e mais bonito e trocando a ponte original, que tinha as cordas inseridas pela parte de trás do equipamento, pela ponte tradicional da Gibson. Alguns modelos eram fabricados com um trêmolo; este modelo é agora o padrão para a Flying V ou, como a Gibson agora a chama, V Factor.Inicialmente construida pela Gibson com ponte fixa, porém por pedido e toque pessoal a Jackson criou uma Flying V com ponte flutuante para Randy Rhoads, diferenciando ainda mais pelo fato de não utilizar de braço colado como as Gibson.

- Característica sonora: A Flying V se aproxima muito em peso da LP alguns ate a consideram mais pesada. Porém é uma guitarra extremamente versátil. A Flying V construída no padrão Gibson tende a ter maior sustain pelo fato de ter braço colado e tem maior "peso" pelo fato de utilizar mogno. Já a Jackson tende uma construção similar a utilizada em Stratocaster, porém é igualmente pesada em som quanto a Gibson.

- Estilos musicais onde são mais utilizadas: Metal, Hard Rock e Rock n' Roll.

- Exemplos de guitarristas q a utilizam ou a utilizaram:
Jimi Hendrix
Randy Rhoads
Kirk Hammet
Lenny Kravitz
Kerry King

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CREDITOS

brunoepronto
Tjex
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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:51 am

TECNICA VOCAL

1 – Conceito geral sobre fonação
Falar (fonar) não é um ato natural. Ao longo dos anos, o homem desenvolveu algumas adaptações para garantir a sua sobrevivência e falar foi uma delas. As pregas vocais, inicialmente, tem a função de repelir os corpos estranhos que vão na direção dos pulmões. A fala, usando as mesmas para a produção de sons controlados, é o resultado de uma adaptação evolutiva.

Partindo desse princípio, é bem fácil entender por que é tão danoso cantar sem os devidos cuidados. Estamos falando de um conjunto delicado de ligamentos, adaptados a fonação, mas que não têm essa função natural. Quaisquer esforços aplicados desordenadamente podem ser desastrosos, até por que o menor dos pólipos pode causar distorções (rouquidão) ou mesmo bloquear o fechamento correto das pregas. Constatação: mais de 70% dos professores de ensino regular (indiferente de serem ou não cantores) possuem ou já tiveram um histórico de rouquidão por pólipos ou nódulos.

Cantar é um ato anti-fisiológico em alguns momentos (será fácil de entender posteriormente) e por isso deve ser minuciosamente estudado, para que não hajam danos a sua saúde geral, bem como a vocal.

'Falar é um ato humano de esforço controlado. Cantar é um ato controlado de esforço sobre-humano'.

2 – Respiração

Muitos problemas no canto estão relacionados à respiração. Veja que ainda não estamos falando de apoio, mas da simples forma como você respira. Faça um pequeno teste: Inpire profundamente e olhe-se no espelho. Qual a parte do seu corpo que expande nesse momento? A maioria esmagadora verá o peito expandindo, como uma resposta lógica do cérebro para o comando "respirar", já que, além do cérebro 'acreditar' que a capacidade aérea ser maior nessa região (mas de fato não é!!!), o homem adulto acumula muitos temores que influenciam na sua respiração, além de questões sociais e até mesmo estéticas que determinam essa condição.

Cantar, porém, exige controle do ar empregado sobre a voz e respirar dessa maneira (elevando o peito) não permite que você tenha esse controle de maneira refinada.

Agora pegue um pedacinho de papel, aplique sobre ele uma borrifada muito leve do seu perfume preferido e tente identificar qualquer fragrância amadeirada nele. Inale profundamente, permitindo que o fluxo de ar leve o aroma até suas terminações olfativas mais sensíveis. Nesse momento, perceba que como o comando ao seu cérebro não foi "Respire!" o ar não vai para a região torácica. Isso acontece pois existe a necessidade de controlar o fluxo de ar a fim de carregar as partículas para sua região olfativa. Seu comando determina que é maior a necessidade de controle do fluxo do que a de "estoque" de ar e seu cérebro obedece imediatamente.

Comece a perceber o quanto cantar exige, acima de tudo, uma reeducação global do seu corpo e que orientação é fundamental para que tudo seja corretamente executado.

3 – Apoio

Já para evitar desgastes: Não vou passar nenhum exercício ou explicar como se apóia por aqui. A idéia é só explicar o fundamento.

Como falei antes, cantar às vezes vai na contra-mão da fisiologia natural, em alguns momentos. O controle que empregamos, muitas vezes, vai contra o que o nosso corpo quer e está acostumado a fazer espontaneamente. O apoio é uma das questões mais complexas e interessantes do Canto. Na minha opinião, 100% dos músicos práticos não sabem ou tem uma noção totalmente deturpada do que é Apoio. Recebi gente nas aulas que já cantava há anos na noite – e que chegou aqui só com o "preciso refinar a técnica que já tenho"- e quando perguntado sobre "O que você entende por Apoio?" alguns respondiam que era quando o ar devia ir para o diafragma, outras que o ar iria para o abdômen... já cheguei a ouvir que era quando o ar ocupava o espaço do intestino...

Ponto 1 - Lugar de ar é nos pulmões!!

Enfim, como comentei na parte sobre Respiração, nós cantores precisamos de controle do ar que empregamos na voz. Mesmo que inspiremos da maneira correta, apoiando os pulmões sobre o diafragma, qual é a tendência natural de resposta do músculo diafragmático? Evidentemente é de expelir o ar, já que a troca gasosa (que é a função a qual o seu corpo está programado a fazer) já foi realizada. O ar também é pouco denso e a tendência natural é a saída espontânea pelas vias respiratórias, além da elasticidade do tecido pulmonar, que faz com que haja uma expulsão do ar. Uma das principais funções do apoio é, portanto, o aprisionamento desse ar para que ele seja utilizado de forma controlada no canto, criando uma uniformidade na corrente de ar expelida, minimizando o esforço e tornando toda a emissão vocal uniforme. Esse aprisionamento DEVE OBRIGATORIAMENTE estar ligado a respiração, caso contrário a musculatura de retenção e controle irá dificultar ainda mais o Canto. Difícil de entender? Seu professor explicará com muita facilidade, na prática.

Mas é importante entender que o simples fato de prender o ar não significa exatamente "apoiar". Isso deve representar cerca de 15% do mecanismo de apoio e a questão é muito mais complexa, devendo ser treinada a exaustão com um orientador que saiba exatamente como lhe explicar o processo inteiro.
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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:54 am

4 – Emissão Vocal

Outro problema bastante comum em 99% dos cantores práticos. A maioria apresenta constrições na região do pescoço e da laringe, apresentando uma emissão vocal inadequada, forçada em regiões médio agudas e com tensão medial acima do normal, provavelmente por não saber usar o apoio e compensar a desafinação com esforço vocal. Alguns ainda apresentam uma presença de ar na voz, maquiando o timbre e fazendo com que o fechamento das pregas vocais seja imperfeito, podendo culminar numa fenda, que é uma patologia da voz de difícil tratamento. A emissão vocal de qualidade depende basicamente do bom trabalho sobre os fatores anteriores, uma vez que se a coluna de ar empregada estiver inconsistente, a voz tb apresentará uma inconsistência, forçando o cantor a compensar DE MANEIRA ERRADA com tensões desnecessárias.

Uma emissão vocal de qualidade apresenta uma vibração natural das pregas vocais, um aproveitamento de ar eficaz para a produção do som, bem como um timbre definido e consistente. Cantores que forçam uma mudança de timbre para emular outros cantores (imitar) tendem a ter problemas graves de emissão vocal, sendo de difícil trabalho para desvincular a "imitação" do canto, posteriormente.

5 – Ressonância

Já li nesse fórum uma vez que voz de peito ressoava no tórax. Depois fiquei tentando imaginar alguma maneira da voz ser emitida pra dentro (já que o tórax está abaixo da garganta), ressoar e depois sair pra boca. Se alguém descobrir como faz isso, por favor, escreva um livro a respeito e vai ficar rico, não no meio musical, mas na medicina, pois será algo totalmente novo e espetacular!

Voz de peito e voz de cabeça tem esses nomes por motivos, primariamente, didáticos, para ajudar na compreensão das regiões ressonantes. Isso não significa que voz de peito ressoe no peito!!! É apenas um termo didático para designar a voz emitida com ressonância mais baixa, normalmente mais grave. "Normalmente" está grifado, pois é normal no canto popular, encontrar cantores que levam a voz de peito até regiões agudas, bem como algumas que, por critérios interpretativos, usam de uma voz grave com uma cobertura característica da voz de cabeça. Não vamos entrar no mérito técnico, mas a principal característica da voz de cabeça é a Cobertura. A grosso modo, a cobertura posiciona a ressonância de forma a amplificar o som produzido, além de agregar harmônicos importantes na formação do som emitido. Novamente, não adianta tentar descobrir isso sozinho. Sob a orientação de um professor, algumas pessoas demoram muito tempo até compreenderem bem o processo de cobertura – e algumas simplesmente não compreendem, mas acabam fazendo, por serem corretamente orientadas.

6 – Impostação

Também já li umas aberrações sobre impostação por aqui. Vamos simplificar e separar as coisas.

O termo Impostação é advindo do canto lírico e tem no seu significado imposição. A utilização tem como objetivo a aglutinação de alguns formates da voz do cantor para que haja um ganho de freqüência, na faixa dos 3000hz, que é ponto mais sensível do ouvido humano, tornando a voz, portanto, mais penetrante, sem a necessidade de aplicar tanta intensidade (intensidade = volume não tem que ser uma preocupação do cantor). É um fundamento do canto, que torna a voz consistente e minimiza os esforços, uma vez que há uma menor necessidade de força, bem como ajusta o trato vocal para potencializar os ressonantes. Uma das características da impostação é o rebaixamento de laringe e elevação do véo palatino, além de outras condições mais complexas.

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MensagemAssunto: Re: Musica em Geral Ter 19 Abr 2011, 9:55 am

No canto popular a impostação é menos acentuada, mas não menos importante. Porém, ao longo dos anos, o termo sofreu uma deturpação e "impostação" no popular, passou a representar uma "mudança de voz", associando o termo à palavra "impostor". Esse tipo de "impostação" (palavra que nem deveria ser usada) é errado, pois gera tensões, normalmente de língua e laringe, que são altamente prejudiciais à fonação.

7 – Vibrato

Outro termo que temos que diferenciar.

O vibrato no canto lírico é o termômetro que uma voz está bem colocada e sadia. Segundo a escola italiana (a mais completa em termos de estudo, ao meu ver), o vibrato não é exatamente uma "técnica" e sim o resultado de uma técnica vocal equilibrada. Ele é gerado pelo efeito de Bernouille, que é similar ao que acontece quando um carro passa em alta velocidade e as folhas ao chão se movimentam no vácuo gerado pelo deslocamento de ar. No canto lírico, o vibrato é presente quase que o tempo todo, diferentemente do canto popular, onde é usado como ornamento apenas.

No canto popular, o resultado pode até ser parecido, mas a causa e efeito são perceptivelmente diferentes. O termo vibrato já é comumente usado, mas creio que trêmulo seria uma definição mais correta. Nesse caso, alguns paliativos, como alteração da coluna de ar por mudança da pressão diafragmática ou alteração tonal proposital surtem um efeito parecido (porém não igual). Mas é importante, excepcionalmente nesse caso, ter uma orientação adequada, pois esses substitutivos requerem uma preparação vocal adequada, como o posicionamento de laringe baixa para que não hajam esforços excessivos.

8 – Falsete

Já lemos (todos) e até ouvimos de alguns professores que o falsete é a voz produzida nas "falsas pregas vocais", com abertura das "pregas verdadeiras em paralelo" e que "mulheres não têm falsete". Façamos uma mea culpa já que a culpa, na verdade, é generalizada, como veremos a seguir. Vamos separar as coisas e elucidar tecnicamente o que é falsete.

Falseto é um termo que vem do canto lírico, usado para indicar a "falsa voz" com intuito de emular a voz feminina. Por isso, alguns professores dizem que mulheres não têm falsete, já que na prática, o termo não se aplicaria à elas. Mas anatomicamente, somos todos iguais, portanto, mulheres têm sim capacidade de executar "falsetes".

Sobre a origem do som: Nada de falsas pregas vocais. Mas a culpa dessa informação não pode ser atribuída especificamente a ninguém. Na escola alemã de canto lírico, no século 19, houve uma descrição de falsete nas "falsas pregas vocais", porém sem nenhum embasamento científico (creio que hoje em dia as informações já estejam mais atualizadas nesse sentido). A escola moderna italiana veio, mais tarde, descrever o falsete com exatidão, dizendo que o som é produzido pelas pregas vocais verdadeiras, com fenda em paralelo, usando um fenômeno de pitch nos harmônicos da voz (não necessariamente no fundamental), como se fosse um assovio ou um harmônico de instrumentos de cordas. Nas mulheres, o resultado da utilização dos falsetes não é um som lá tão agradável (tudo bem, há controvérsias, já que gosto é gosto), mas as mulheres possuem um outro registro em que a utilização seria equivalente: O Whistle ou flageolet. Mas vale o esclarecimento: Utilização equivalente no sentido de atingir mais agudos, mas a execução é totalmente diferente, portanto não é a mesma coisa. Não tenho certeza, honestamente, pois não sou nenhum conhecedor (por desinteresse mesmo) sobre o assunto, mas me parece que a execução disso se dá com uma conformação triangular das pregas vocais. Se eu tiver mais detalhes, atualizo aqui.


9 – Classificação Vocal

Em primeiro lugar, vamos estabelecer uma lógica.

Todos nós temos uma certa curiosidade em conhecer nossa classificação vocal. Mas na minha modesta opinião, é impossível classificar uma pessoa que não tenha recebido um treinamento formal e que não saiba como usar as passagens de registro corretamente, por exemplo. Não digo impossível no sentido literal, mas no sentido prático, uma vez que não há lógica em classificar uma voz que não se desenvolveu ainda. Creio que TODOS deveríamos nos preocupar muito mais em aprender o básico do canto e ainda mais além – nos preocupar em cantar bem, deixando a classificação vocal para o professor, a posteriore.

Outra questão importante é que no canto popular a classificação vocal não é tão relevante como no canto lírico. Ninguém vai, por exemplo, deixar de cantar uma música do Whitesnake pq é tenor. Já no canto lírico, um barítono não vai fazer uma ária de um tenor.

Portanto, caso você não tenha um treinamento vocal adequado e mesmo assim insiste em querer saber, simplesmente descubra suas notas cantáveis com maior facilidade com a ajuda de um instrumento e localize-se nessa tabela, que é genérica, ou seja, os indivíduos de mesma classificação podem apresentar diferenças entre si.

* tabela encontrada num post do Cantante (mantendo inclusive as broncas dele! ahuahuaha)

Dó 3 - dó central do piano (não me venham com americanismos).

Atentem para as tessituras (não extensão) mais comuns:

Soprano - dó 3 a dó 5
Mezzo-Soprano - lá 2 a lá 4
Contralto - fá 2 a fá 4

Tenor - dó 2 a dó 4
Barítono - lá 1 a lá 3
Baixo - fá 1 a fá 3

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Christhian
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